quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mudança integral

A mudança quase sempre é analisada com foco em atitudes determinadas, mas hoje vejo que é um trabalho integral, arduo e diário! Integral por depender de "n" fatores para acontecer; arduo por não ser tão fácil quanto pensam; e diário pois necessita de "orar e vigiar", cada pensamento, cada ação.

Posso ilustrar essa questão com minha recuperação do tabagismo, como contado há alguns posts atrás. Tentei parar de fumar várias vezes. Em nenhuma delas obtive sucesso, pois cortava o cigarro e não a vontade de fumar. E aí está a solução: eliminar o que lhe faz ter vontade de fumar. Pode parecer simples e óbvio, mas é a realidade. Só me vi livre da nicotina quando cortei baladas, "amigos", álcool, estresse, e outras situações que me levavam a fumar.

Então vamos pensar sobre outras questões, como por exemplo, deixar de ser egoísta. A partir da situação contada acima, aplicando as mesmas "técnicas" penso que devemos cortar o que nos levam a ser egoísta e praticar o inverso: a caridade.

Escutei, certa vez que "é muito fácil não fazer o mal, basta não sairmos de casa, ficarmos trancafiados. O difícil mesmo é fazer o bem, exercitar a caridade". E a mudança está aí! Não é simplesmente parar de fumar, mas ter hábitos saudáveis. Não é deixar de ser egoísta, mas ser humilde e caridoso.

Quando as pessoas perceberem a amplitude e o impacto de suas ações para o mundo, os outros e si mesmo, esse será o momento da mudança integral, a qual almejamos tanto.

Autor: T.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval

     Quem tem o mínimo de juizo e compreensão sobre o que é o carnaval, sabe que essa festa não poderia ser de boa índole. Ta ok, sabemos que a maioria das festas e baladas de boate não são exatamente um exemplo de boas vibrações e intenções, MAS o carnaval consegue ultrapassar essas barreiras. O próprio nome diz tudo "Festa da Carne". Eu mesma admito que, antes da luz cristã ter me aberto os olhos para os verdadeiros valores, frequentava algumas festas e boates; mas nunca simpatizei com as festas de carnaval, era demais até pra mim naquela época.
      É quando todas os limites se tornam invisíveis e maleaveis... tudo é permitido, isso me dava medo, pois, se normalmente as pessoas já não tem escrúpulos quando existem regras, imaginem sem essas regras...
     É, realmente é assustador. 
     Esses dias eu estava assistindo ao jornal local e achei muito interessante o comentário de um entrevistado, dizendo que durante o carnaval você não precisa ir a igreja para rezar e retirar os maus espíritos da sua casa, pois esses espíritos estão soltos nas ruas, ajudando na obsessão generalizada.
Realmente, durante essa época de permissividade e obscuridade você fica mais seguro em casa, junto  de suas orações. 
     Agradeço todos os dias de minha existência por não fazer mais parte desse grupo de irmãos que estão presos a ilusão da matéria! Nada disso faz sentido, nada disso dura para sempre, e nem da bons frutos. Fico muito feliz quando alguém vem me perguntar onde passarei o carnaval, eu respondo "Orando no centro espírita! E participando de todas as palestras. Vamos?"  a pessoa certamente leva um pequeno susto, mas, pra minha grande surpresa, a maioria pensa sobre o assunto e alguns até resolveram participar dos eventos cristãos!
     Lembremos dos conselhos de nosso irmão bondoso, Jesus Cristo, "Orai e Vigiai" mais do que nunca! Pois o criador ama a todos os seus filhos igualmente, e na nossa condição de irmãos devemos ajudar aos que ainda se encontram perdidos na vida ilusória da carne... assim como fomos ajudados pela luz misericordiosa divina.
=)

Autor:  I.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A vida material

Olá, irmãos.

Aqui estou eu, mais uma vez com as minhas dúvidas, reflexões... Outro fato aconteceu que deixou-me bastante pensativo em relação a essa vida material, do consumo exacerbado e a salvação da alma.
O que houve foi que tenho sentido a necessidade de psicografar. Algo me diz que preciso iniciar esse trabalho. Ou algo do tipo. Não sei explicar... Então, busquei ajuda em um centro que costumo frequentar com amigos. Questionei ao líder espiritual como deveria proceder, afinal não tinha tempo, meus horários são todos lotados, de 06h às 23h, fica quase impossível empreender qualquer desenvolvimento mediúnico com acompanhamento. O líder foi categórico em sua resposta: "Raposa que quer duas galinhas, acaba sem nenhuma". E saiu. Me deixou imerso em meus pensamentos.

O que consegui compreender em relação a isso foi que, no fim das contas, não há como buscar o sucesso profissional e a vida espiritual equilibrada. Posso, sim, trabalhar, mas não ao ponto que me impeça de trabalhar espiritualmente. E me deu muito medo imaginar por acabar não fazendo, realmente, nada por completo. Afinal, a vida material e a espiritual têm entre si muitos pontos conflitantes, mas preciso encontrar uma forma de conciliar. Sinto a necessidade de crescer profissionalmente, mas não sei se é somente ego, ou se isso me ajudará a desenvolver e ampliar os horizontes dos meus trabalhos espirituais.

Não da pra concluir nada agora. Vamos vendo passo-a-passo o que rola, não é?!

Autor: T.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Dogmas Religiosos

Olá irmãos.
     Hoje o post é diferente. Não é sobre as minhas pequenas conquistas, nem sobre a minha sorte de ter (finalmente) acordado para a minha evolução moral. É sobre uma fraqueza.
     É uma das muitas fraquezas que tenho, porém essa se encontra em impasse com a minha alma. É uma fraqueza que dói, pois sei que preciso supera-la urgentemente...
     É a fraqueza que tenho de aceitar as religiões. 
    Sim, tema polêmico... Pois sempre pendi para o lado ateu da coisa. Apesar de ter nascido dentro de uma família espírita e conhecer intimamente a doutrina e seus ensinamentos algo ainda me faltava. Na verdade, eu não conseguia entender como algo que deveria ensinar as pessoas a se amarem as distanciava tanto. Em vez estender a mão aos irmãos que precisam (sem NENHUM benefício) eles se distanciam se dizendo "os escolhidos de Deus".
     Nossa, como foi difícil para mim. A religião católica e evangélica principalmente, pois são as que mais tive contato. Uma se vê cercada de falsos seguidores, que seguem rituais e escutam palavras que mal chegam a afetar seu íntimo; A outra abriga fanáticos que se acham mais filhos de Deus que os outros, e acreditam que somente dentro de suas igrejas existe a salvação, o resto do mundo é mau e merece queimar vivo. 
     Por essas palavras da pra ter uma noção do que ainda existe dentro de mim sobre esse assunto. Claro que os exemplos que dei são da maioria, conheço pessoas honradas que seguem os ensinamentos de cristo independente de seus dogmas religiosos. Por esses e outros motivos (também pela perseguição aos espíritas como "seguidores do capeta") eu fui me afastando da religiosidade, e encontrei refúgio no ateísmo. 
     Hoje sei que preciso de Deus na minha vida, sei que sem ele não posso continuar minha caminhada moral rumo ao amor e aos sentimentos puros. Mas ainda assim não consigo aconselhar as pessoas a seguirem religiões. Não tenho forças para mudar a visão deturpada que tenho delas, sei que a culpa é dos homens e suas interpretações maliciosas.. Mas pelo menos não sinto mais raiva desses pobres irmãos de caminhada, tão pobres quanto eu. 
        Sou a favor de um mundo moralmente evoluído, sem a presença de Dogmas religiosos. Sei que isso ainda vai ocorrer no futuro, e peço a Deus que não me permita julgar mais ainda esses erros de caminhada... Que a minha visão limitada seja apenas reflexo de uma vontade maior dentro de mim, vontade de ver as criaturas humanas se amando como irmãos, e não inimigos de crença.


Autor: I.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A caridade...



Qual a melhor maneira de praticar a caridade? Ajudando sem humilhar. Por que viemos de um passado de sombras e nos dirigimos para a luz, trazemos ainda muitas dificuldades e tateamos no caminho penumbroso, desejosos de acertar. (SANTOS, Celeste. Perfeição Moral)


Hoje visitei um abrigo para vovôs à convite de um amigo. Consegui refletir sobre muita coisa, inclusive a questão da finitude "corpórea", afinal nosso corpinho não vai ser assim pra sempre e logo não vai existir mais... Perdemos tempo demais com o passageiro, e acabamos esquecendo do motorista desse grande ônibus, se é que me entendem. 
Percebi certa dificuldade ao caminhar por entre os quartos, no sentido da própria caridade. Tenho muita vontade de ajudá-los, de ajudar muita gente, mas sinto que tenho muito a aprender ainda. Quero fazer a diferença na vida das pessoas, porém não posso fazer nada sem antes mudar meu próprio caminho. O caminho nem sempre é fácil e começa com um simples passo. 
Espero que as visitas continuem, me senti maravilhosamente bem quando uma senhora (que não me disse o nome) me abraçou muito forte e agradeceu a visita. Às vezes é só dar um abraço, um ouvido e uma palavra amiga...
Consigo ver a caridade de forma diferente hoje. Não é simplesmente montar várias cestas básicas e doar em um bairro carente, pois estamos alimentando apenas o físico delas. E o espírito?! O que fazer com tantas pessoas que anseiam pelo amor de Deus e não sabem como encontrar?

Autor: T.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

31 dias

Estou há 31 dias sem beber e fumar. Uma grande marca para quem nem se imaginava fazendo isso tão cedo. Afinal, somos tão jovens para ter que cortar as coisas boas da vida não é?! NOT. As coisas boas na vida, que realmente fazem a diferença, é a caridade e o trabalho. Existe uma música do Charlie Brown Jr. que diz bem assim:
"A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder mas procurar evoluir
Podem me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar as coisas boas
Que eu já fiz pra quem eu amo".
E é isso que sobra no final. Não é fácil no início, principalmente a coerção social, fazer com que todos entendam sua mudança de vida. Sem falar no próprio orgulho de não querer dizer aos quatro ventos: EU MUDEI POR DEUS. FUI TOCADO POR JESUS CRISTO.

Lembro-me que minha mãe sempre deixou bem claro pra mim a importância do trabalho, sempre usou a citação de que "o trabalho dignifica o homem". Tenho total consciência disso. E quando diz-se trabalho, seja qual for, ele dignificará o homem.

Estou procurando meios de ser instrumento ativo na obra de Deus. Veremos o que ele me reserva!

Atualmente estou lendo "Transição Planetária" de Divaldo Franco. Farei os comentários sobre essa belíssima obra em outro post. No mais, já são 31 dias!

Autor: T.